sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quando se encontra o nosso olhar P. dá um berro, babando-se de desespero. Arde o infinito no seu estômago vazio e as ondas parecem bater-lhe com mais força. Tem um barco mas não foge. Tem as asas dos falcões mas não as quer. Tem um pai que perdoa mas não lhe pede perdão. Foca o horizonte e não se deixa desmotivar pela amplitude do mar. Assim flutuamos pelo nosso olhar fora. Sem ter. Nem voar. respirando.