Vejo-te, as minhas pálpebras pesam
teus olhos, tristes ranhuras
desenham sonhos que outros desprezam
Onde rios de água ardente queimam florestas inteiras
tudo o que sinto é ansiedade.
quem te inventou negou-me um mundo sem fronteiras
O que eu queria era estar contigo
afundar a minha pele na tua
perfurar os tímpanos do universo
e flutuar pela via láctea até à lua
Permaneço em vão sem idade
num eterno esforço para focar
enquanto que tudo o que vejo
se resume à profundeza negra do teu olhar
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
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1 comentário:
Minha nossa !
Quem és tu? Quero-te publicar imediatamente! (se fosse editor)
Leio poesia regularmente, mas isto é surpreendente para quem como eu se perde regularmente, por blogs alheios.
Sem mais 'mente(s) de uma sintaxe sofrível, como a minha, apetece-me enviar-te um abraço.
Continua a publicar por aqui, please!
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