terça-feira, 11 de dezembro de 2012

sol de abril vs. roads

Vejo-te, as minhas pálpebras pesam
teus olhos, tristes ranhuras
desenham sonhos que outros desprezam

Onde rios de água ardente queimam florestas inteiras
tudo o que sinto é ansiedade.
quem te inventou negou-me um mundo sem fronteiras

O que eu queria era estar contigo
afundar a minha pele na tua
perfurar os tímpanos do universo
e flutuar pela via láctea até à lua

Permaneço em vão sem idade
num eterno esforço para focar
enquanto que tudo o que vejo
se resume à profundeza negra do teu olhar

1 comentário:

Hugo Nofx disse...

Minha nossa !
Quem és tu? Quero-te publicar imediatamente! (se fosse editor)

Leio poesia regularmente, mas isto é surpreendente para quem como eu se perde regularmente, por blogs alheios.

Sem mais 'mente(s) de uma sintaxe sofrível, como a minha, apetece-me enviar-te um abraço.

Continua a publicar por aqui, please!