terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Olhei para as nuvens e pensei vou ter contigo, sem demora Queria dormir contigo na pele dela Ai ela comigo na tua Ao mesmo tempo que tento ser eu disperso-me pelas areias de outrora a maré vermelha à minha volta um só dedo vai de ti, a ela, a mim Roça a língua áspera da rua Um dia parto-te para o brasil não tens mas és e assim águas pelos desertos fora ai ela, oioai Tanto vais como vens, meu mar quem levas contigo vai-se embora

sol de abril vs. roads

Vejo-te, as minhas pálpebras pesam
teus olhos, tristes ranhuras
desenham sonhos que outros desprezam

Onde rios de água ardente queimam florestas inteiras
tudo o que sinto é ansiedade.
quem te inventou negou-me um mundo sem fronteiras

O que eu queria era estar contigo
afundar a minha pele na tua
perfurar os tímpanos do universo
e flutuar pela via láctea até à lua

Permaneço em vão sem idade
num eterno esforço para focar
enquanto que tudo o que vejo
se resume à profundeza negra do teu olhar

freiheit

uma pedra encontrada na praia

com líquido escaldante tento afogar-te
palavra seca que me assombras
beijas-me com lábios vibrantes
mordes os meus até brotarem sangue
a quem rasgas o peito?

passeios nocturnos da minha sombra

argh liberdade!
toca-me com vontade
e exprime com vivacidade
tudo o que tão alegramente ri
Com estas palavras
não obtenho vitória
mas testemunho a fraqueza
que também borbulha em ti
luzes cegam-me, fecho os olhos
em mim nasce algo pequenino
cantava-lhe cores se não fosse
sinto a queda, superfície,
rebento nela, caio fundo
fico quente, dança comigo!
cá em baixo ninguém nos ouve